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Dá pra viajar de motorhome na pandemia?

Aí eu respondo, se tem uma opção que as pessoas deveriam explorar nesses tempos é uma VIAGEM DE MOTORHOME.


Esse ano a pandemia nos pegou em cheio e deu um belo chute nos nossos planos. Tínhamos férias agendadas e não foi possível cancelá-las então que tivemos que seguir em frente e tirar algumas ideias da cachola.



Começamos a ir atrás de outras opções, que pudessem nos manter seguros e ao mesmo tempo oferecer um pouco de diversão, o que parecia impossível naquele momento, mas com bastante insistência e criatividade conseguimos!


Na primeira semana das férias fomos para um resort em Ibiúna que se adequou com medidas de proteção para receber hóspedes seguindo protocolos de segurança da vigilância sanitária.


Mas na segunda semana queríamos fazer algo diferente e foi a vez de tirar um plano da gaveta que até então não tínhamos coragem de realizar e torna-lo realidade: Vamos alugar um motorhome. EEEEEEEEEEE



Mas aí vieram as dúvidas e incertezas. Muitas perguntas de como era para alugar um bichão daquele, onde a gente ficaria parado e tantas outras incertezas nesse momento. Mas nada como o primeiro quilômetro pra mudar tudo e em menos de um dia na estrada já parecia que éramos dali.


Essa foi com certeza a decisão mais acertada que poderíamos ter porque além de ser uma experiência nova e completamente fora do comum, ela é tão segura, como se estivesse realmente em casa, desde que se tome os cuidados necessários.


Por isso, quando decidimos fazer essa viagem fizemos alguns combinados para que desse tudo certo, não ficássemos expostos e nem expuséssemos ninguém. Não foi fácil, pois pra quem está acostumado a viajar, sair por aí no meio de tudo isso requer uma mudança de hábito importante.


1 - Parar em camping e não interagir com ninguém:

Nossa, tá aí uma tarefa difícil e quando tudo isso acabar o que eu mais quero é voltar num camping e poder ser amiga de todo mundo. Vou abraçar as pessoas, vou fazer bolo e café pra todo mundo que passar na frente da minha casinha.

Num dos campings que paramos tinham outros MHs e percebemos o quanto as pessoas se esforçavam para não se aproximarem. O quanto era difícil dizer "boa tarde" só de longe. Até para oferecer ajuda era sempre com muito distanciamento.

As pessoas são solicitas e simpáticas, e agora entendi quando falam que quando você vira campista você ganha uma família.


A vista da janela sem ninguém

2 - Não fazer turismo nos centros das cidades:

Isso era algo que já tínhamos decidido. Parece que fazer uma viagem apenas para pegar estrada nem parece viagem, mas tudo depende do que você quer. No nosso caso, a gente queria era poder sair de casa e ver coisas diferentes. E tudo isso é possível a partir de um MH. Nosso roteiro inicial incluía Gramado mas tiramos porque acompanhamos a movimentação, pois a cidade estava lotada e tinha até transito. Além disso, parte das suas atrações são mais urbanas e não queríamos nos expor dessa forma. Por isso, mudamos tudo. Não importava onde a gente iria parar, poderia ser no camping ou no posto ou na frente de um milharal. Tudo era novo. Tudo era diferente.



3 - Levar tudo de casa já higienizado e comprar o mínimo necessário em outros lugares:

Sim, porque quando fazemos uma compra há uma série de medidas que precisamos tomar, como limpar tudo antes de guardar, e fazer isso dentro do MH com muitos itens é insano, pois o espaço é bem pequenininho.

Além disso, tem o fato de termos contato com as outras pessoas no mercado. E não era apenas por nós, mas para não correr o risco de infectar outras pessoas, caso estivéssemos com o vírus de forma assintomática. Na verdade essa era a maior preocupação, pois a maioria das cidades onde passamos são pequenas e o sistema de saúde muito vulnerável.


4 - Escolher locais com pouco movimento:

Fazia parte do nosso roteiro ir até Foz porque os parque das Cataratas, da Aves e Itaipu estavam abertos, seguindo normas sanitárias beeeeeeem rígidas (isso foi na semana de 22/06, mas parece que já fechou de novo). E só fomos porque sabíamos que os parques estavam vazios e quase sem movimento. E foi assim, o parque das Aves estava fechado, mas as Cataratas e Itaipu estava só pra gente o que foi completamente diferente do que já vimos na TV com aquele montoeiro de gente. Melhor pra gente né?! Por causa do item 2, saímos dos locais direto para o motorhome e nem passamos pelo centro.

Usina Itaipu - Marco das 3 Fronteiras - Cataratas do Iguaçu

Acho que com esses cuidados já dá pra fazer uma viagem mais segura em tempos assim. Não é fácil, mas quem gosta de viajar vai ter que se adaptar e saber que isso é temporário.

No fim do dia o saldo pra nós foi muito positivo. Conhecemos uma parte do Brasil que a gente nunca tinha pensado. Fizemos uma viagem que é completamente diferente dos nossos padrões. Sabemos que estamos prontos pra outra e que não precisamos desistir de fazer aquilo que mais amamos: passear por aí!




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