• cacarecos de viagem

Veneza, Venezia, Venice...

Atualizado: 2 de Jun de 2019

Rio ao invés de rua? Se perder e se achar é a melhor parte de estar em Veneza.



Veneza é mesmo um clichêzão daqueles que vc nem discute. Por isso, criei um estereótipo totalmente distorcido sobre a cidade.

Eu ouvia falar: "não tem nada demais, um monte de rio sujo", "lá é muito cheio e só tem turistas mal educados." ou "Nossa. Lá fede muito" e tantas outras coisas.

o canal "fedido"

Todas as vezes que escutava alguém falando que ia passar a lua de mel em Veneza, eu pensava "nossa, que pessoa sem criatividade."  Isso me fez abolir o passeio de qualquer wishlist dos meus 100 lugares para conhecer antes de morrer. Mas confesso que desde que escutei uma amiga dizendo que em alguns anos Veneza não existiria mais e seria submersa pelas águas por causa de blablabla, me bateu uma angústia no coração de pensar que poderia nunca conhece-la. Por isso, em nossa segunda viagem à Europa fiz questão de conhecer a tal. Eu subestimava tanto que nem me programei para ficar lá o tempo que deveria e, acabei me arrependendo demais.

Ponto do canal

A verdade é que Veneza é um pouco sim do que todos me falaram, mas é muito além do que deixaram de me contar. Não me contaram, por exemplo, que qualquer foto feita do Grande Canal parece um quadro. Não me falaram que para cruzar qualquer parte da cidade é necessário atravessar pontes lindas e delicadas

Não me disseram que a cidade parece um labirinto mágico e que cada vez que vc se perde, na verdade se encontra com um canalzinho refletindo a luz do Sol.

Ah tantas coisas omitiram de mim que agora eu não quero omitir mais nada de ninguém. Chegamos em Veneza de trem, vindos de Florença. Infelizmente chegamos com atraso de 1 hora por conta de uma queda de energia no caminho.

Estava nublado. Eram 11 da manhã e haviam vários lugares ainda vazios ou com apenas alguns locais checando as últimas notícias no jornal.


Demos uma volta rápida para conhecer as redondezas e encontramos um lugar pra comer alguma coisa (pizza). Continuamos até o campo San Paolo para checar onde era a Piazza San Marco. Estava tudo calmo e uma paz. Parecia que a cidade era só nossa. De lá seguimos por um beco e por outro, e já começamos a perceber a movimentação. Quanto mais nos aproximávamos da Piazza principal da cidade, mas íamos nos enfiando entre as pessoas. Ainda bem que não esquecemos de olhar pra cima e vermos detalhes lindos, como esse relógio acima de uma passagem para a praça San Marco.


Chegamos. A piazza San Marco é gigante. Um grande retângulo cercado de cafés e a basílica em um dos catetos. A Itália tem igrejas lindíssimas, mas por fora, essa é a igreja mais linda que eu já vi.



Os detalhes bizantinos desenhados na fachada são tão perfeitos que me faltam palavras para expressa-los.


Cada estátua e mosaico colocado no seu devido lugar. As inúmeras cruzes e os 4 cavalos que parecem puxar uma grande carruagem. De novo menciono Dan Brown, só que agora, em Inferno.



À sua frente uma imponente torre que cataliza os olhares de quem chega por qualquer uma das passagens. Vistas de frente, a basílica e a torre nada tem a ver uma com a outra. Parece que ela está ali para atrapalhar a foto, rs. Mas deixa a torre coitada. A sua frente uma fila enorme para subir. Nós não fomos e é uma atração paga.



Resolvemos conhecer apenas a igreja. #Dica: para entrar na igreja é necessário deixar a bolsa num guarda volumes que fica em uma viela ao lado. Somente após isso vá para a fila. Vou confessar uma coisa: a igreja é linda e maravilhosa. Repleta de mosaicos dos pés a cabeça. Mas a única coisa que realmente consegui ver foi o teto, pois o interior estava muuuuito cheio. Você precisa seguir um percurso e ficamos em passo de tartaruga. Não foi tão boa a  minha experiência, mas é compreensível. Apesar disso, falando do que eu vi, o teto com mosaicos dourados são de morrer. Estava cansada e tive que sentar. Ótimo porque consegui olhar para o chão e ver os mosaicos coloridos