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Ollantaytambo

Atualizado: 1 de Jun de 2019

Um Peru muito além de Machu Picchu, lhamas e batatas.



Como qualquer destino turístico, cacarecos é o que não faltam. Meu cacareco de lá é esse potinho. Eu sei que parece simples, mas ele é a representação do Peru: Ocre, com desenhos incas, simples e único.


“O mais legal é enfeitar sua estante com memórias concretas que te façam lembrar de momentos especiais.”

Ollantaytambo fica no Peru, em algum lugar entre Cusco e Machu Picchu, no Vale Sagrado do Incas.


O Caminho: Vale do Urubamba


Saímos de Cusco bem cedinho, mas o Sol já brilhava. Sem chuva e com o ar mais seco, a altitude vem com tudo. Pra esses casos um chazinho de Coca caiu muito bem.


De Cusco até Ollantaytambo passamos por vários povoados que vivem beirando as estradinhas.

São casinhas de barro, lhamas pastando como se fossem vacas, plantações de batatas (você sabia que eles tem mais de 3 mil tipos de batatas?), escolas bilíngues de qechua e espanhol... Nossa guia explicou que além das batatas eles tem uma infinidade de espécies de quinoas, beirando as 4 mil.


A essa altura paramos em um mirante. A nossa frente um riozinho cortando duas montanhas. Parecia um quadro... Achei mesmo que fosse. Era o Vale do Urubamba e leva esse nome por causa do rio com o mesmo nome. Parece que o rio é onipresente, por onde você passar encontra com ele. O vimos ainda muitas e muitas vezes ao longo da viagem.


Pisaq: Qantus Raqay


Mal tiramos algumas fotos e já seguimos até as ruínas de Qantus Raqay, em Pisaq. A altitude lá é "suave", 3.446 metros acima do nível do mar. Com essa altitude, um passinho a mais já é de matar.

Logo na entrada é possível ver os grandes degraus feitos pelos Incas para o plantio de quinoa e batata. Era uma técnica bem interessante que eles usavam para que as plantas fossem acostumando com a altitude também. Eram espertos esses caras!

PAUSA PARA EXPLICAÇÃO: Para alguns pesquisadores, os terraços em degraus funcionavam para adaptação de plantas, pois cada nível oferecia um ambiente climático diferente e servia para cultivar diferentes plantas de forma experimental.


Adiante avista-se as casinhas de pedras destelhadas numa vilinha no alto de uma colina. Você pode subir até lá. Com a altitude é um pouco mais puxado, mas vale a pena. Você sobe uma escadinha de pedras bem desgastada. É bom estar com sapatos que não derrapem. Eu estava usando um tênis para trilha leve. Se tiver mobilidade reduzida aí não se arrisque.

Já estava bom, mas aí olhei para o lado e entendi porque o lugar é tão famoso. Buracos encravados na montanha. Estranho? Isso foi intrigante, macabro, mas intrigante, pois se tratam de covas, e elas são muitas, muitas mesmo! A nossa guia disse que já contaram mais de 3 mil delas. Tem de tudo ali, covas comuns, covas de pessoas importantes. Alguns deles eram até enterrados com seus cachorros. O povo Inca tinha muita consideração pelos Totós.


A nosso guia nos explicou o básico do lugar, mas vimos muitas pessoas com guias particulares.

A infraestrutura também é muito boa, pois possui banheiros limpos e com papel higiênico disponível. Do lado de fora, é possível comprar água e lembrancinhas de viagem (mas segure a emoção até chegar em Ollantaytambo).


Ollantaytambo


Chegamos a Ollantaytambo. Até a entrada principal você atravessa um mercado a céu aberto onde é possível encontrar tuuuudoooo de cacareco de viagem! Mas calma, vamos para o passeio primeiro. Você terá que subir "alguns" degraus e quanto menos tranqueira melhor.

Subimos até o Templo do Sol, uma obra arquitetônica Inca impressionante. Parece uma fortaleza, mas não é! Pensa-se isso por causa das pedras enormes no topo dos degraus. Fiquei intrigada imaginando como elas chegaram até lá.

A guia foi muito cuidadosa conosco e por isso subimos de 30 em 30 degraus. Esse também é um passeio que requer cuidados para quem tem um pouco mais de dificuldade com subidas: Isso porque além da altitude os degraus são bem altos e também tem muita gente subindo e descendo. Fique atento!

Tem alguns ícones bem famosos lá, como a rocha que se parece com um rosto no meio da montanha e um silo de alimentos.


De lá se vê a cidade "nova" e mais a ruína de uma pequena vila logo abaixo, com um duto de água que irrigava as casinhas locais e as muitas lhamas que pastavam por ali (elas estão em todo lugar).


Descemos e fomos conhecer o tal mercado na entrada do templo. Tem de tudo a preços bem acessíveis, mas você ainda pode pechichar mais. E foi pelo potinho de barro que me encantei. Tinha visto um igualzinho num restaurante bem popular em Cusco. O Guy disse, "compra um igual". Por isso não pensei duas vezes e comprei ele mesmo: 5 soles (o mais barato que paguei). Mas tem muito mais coisas por lá: Mantas, cachecóis, luvas e toucas. De decoração tem de tudo, toalhas e passeios de mesa, artigos em pedras e cerâmicas. Muitas alpacas branquinhas e fofinhas para trazer para casa.


Na cidade há restaurantes, pousadas e hostel, mercadinhos para comprar um lanchinho e Inca Kola. Em Dezembro estava um pouquinho frio. Não custa nada levar uma blusa na bolsa né?!


Ollantaytambo é uma cidade partida para Machu Picchu Pueblo pois tem uma estação da linha férrea que te leva até lá. Na estação também há banheiros, lanchonete e bancos, para aguardar o trem chegar.


As ruas dessa cidade são estreitas e você pode se peder facilmente. Mas e daí? Se perca, suba e desça a mesma rua várias vezes. Tenho certeza que em cada uma delas você descobrirá um Peru colorido e ocre, diferente e lindo!


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